Redução do Estoque de Grãos no Primeiro Semestre

O país acumulou uma redução média no estoque de grãos no primeiro semestre da ordem de 22%. Esta média considera o café, soja, milho, arroz e trigo. A redução do estoque também deve-se a menor produção dos grãos, segundo o IBGE.

Em 2016, o Brasil produziu 10,4 milhões de toneladas de arroz, uma queda de 15,5% em relação ao ano anterior (quase 2,0 milhões de toneladas). Para suprir a demanda, recorreu-se aos estoques, que sofreram uma redução de 24,3%, registrando 3,8 milhões de toneladas.

Já o milho apresentou um estoque de 8,3 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 24,6%. Apenas as regiões Centro-Oeste (6,3%) e Norte (2,2%) aumentaram seus estoques.

A soja em grão obteve maior volume (23,7 milhões de toneladas), apesar da queda de 12,4%. A produção de 2016 apresentou uma queda de 1,5%, devido a menor produtividade das lavouras (-4,1%).

A produção de café provavelmente será a única a registar aumento de produção em 2016, foi de 2,9 milhões de toneladas, um aumento de 11,0% em relação ao ano anterior. Porém, a maior parte desta produção ainda não havia sido colhida na data de referência da pesquisa. Os estoques decresceram 9,7%, reflexo de problemas climáticos enfrentados nas safras anteriores, que diminuíram a produção de café. Do total de 837 mil toneladas estocadas, 706.767 eram da espécie arábica e 130.243, canephora.

O estoque de trigo foi de 1,5 milhão de toneladas, . A redução no volume foi de 39,9%, com variações negativas em todas as regiões. A produção brasileira foi afetada pelo excesso de chuvas durante a fase final do ciclo das lavouras, o que provocou uma redução de 13,4%. Redução que ocorreu pelo segundo ano consecutivo.

No entanto, mesmo com a queda na produção da maioria dos grãos a capacidade de armazenamento no país para o primeiro semestre foi acrescida em 0,2% em relação ao semestre anterior.  Todos os dados fornecido fazem parte de pesquisa realizada pelo IBGE.