Como Ficam os Investimentos com a Selic Abaixo de Dois Dígitos

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Como Ficam os Investimentos com a Selic Abaixo
Presidente do Banco Central e as Quedas da Selic

Com as Quedas Programadas para Selic Como Ficam os Investimentos

De acordo com economistas a projeção é que a Selic chegue a 9% ou 8,5%, neste cenário é importante entender a dinâmica dos investimentos.  O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou hoje um corte de 1% nos juros, que foram de 12,25% para 11,25% ao ano. A decisão unânime foi o quinto corte seguido da Selic. Os dois últimos cortes haviam sido de 0,75 %.

Mesmo com estas quedas o Brasil segue campeão mundial de juros reais. Segundo o ranking do site MoneYou com a Infinity Asset Management. No Relatório Trimestral de Inflação divulgado no final de março, o Banco Central informou uma expectativa de inflação de 4% em 2017 e 4,5% em 2018. A ata será divulgada na próxima terça-feira, dia 18. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 30 e 31 de maio.

Como Ficam os Investimentos

Com a queda ocorrerá a valorização de aplicações isentas de imposto de renda e uma retomada da atratividade da caderneta de poupança. A poupança poderá apresentar um rendimento real maior que a maioria dos fundos de varejo dos bancos.

A poupança e os benefícios da Selic mais baixa

Caso a Selic caia para 8,5%, o cenário pode melhorar um pouco para outras aplicações. O cálculo da poupança muda e deixa de ser a Taxa Referencial (TR) mais 0,5% ao mês, ou 6,17% ao ano, e passa a ser de 70% da Selic.

Isso garante uma previsibilidade maior para o investidor, já que a TR depende de cálculos do Banco Central sobre os juros dos CDBs dos bancos.

O Ganho real

O juro menor também fará o investidor olhar mais os custos que vai ter nas aplicações. o que exigirá pensar no momento de aplicar e prazo que manterá o investimento para calcular o imposto de renda e ver se vale a pena ficar com o Tesouro Direto ou a poupança.

Os dois têm liquidez diária, mas a poupança tem um dia de vencimento, fora do qual o investidor perde o rendimento do mês. O investidor em poupança pode perder 25 dias de ganho se não ficar atento.

É necessário garantir que vai pelo menos cobrir a inflação. O investidor tem hábito de guarda para consumir amanhã. Mas se a aplicação não render a inflação com folga o ideal é consumir.

A poupança pode voltar a ganhar força pela isenção tributária, oferecendo maior ganho real. Com a taxa Selic em torno de 9% ao ano, se o investidor não tiver disciplina e fizer uso dos recursos antes de seis meses no Tesouro Direto a alíquota de 22,5% será devida e o ganho será menor que na poupança.

O Tesouro

Com juros entre 9% e 8,75% o retorno na LFT dependendo da faixa de imposto será pequeno. Se o investidor ficar na primeira faixa, até seis meses, vai perder para poupança em rendimento. Se o investidor ainda pagar alguma tarifa para corretora ou taxa de custódia da bolsa. Esta última de 0,30% ao ano, o ganho líquido do investidor pode se aproximar de 6%. O que será igual ou abaixo da poupança.

Fundos DI

Já os fundos DI  ficam piores pois eles além do imposto ainda têm a taxa de administração.  Esta combinação certamente vai perder da poupança. Os fundos para investidores de menor porte têm taxas de administração mais altas. Este fato compromete e muito o ganho real.

Os queridos

Papéis isentos como fundos imobiliários, Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) ou Imobiliário (LCI), são mais procurados nestes momentos de juros em queda.

O fundo imobiliário, tem suas cotas negociadas em bolsa de valores, o que aumenta a volatilidade do principal investido. O dividendo pode ser bom, mas a cota pode cair e o principal acompanha.

É importante saber o lastro do fundo, se é um prédio comercial de uma empresa só ou de várias ou galpões. Não pode olhar só o retorno passado e a isenção, esse tipo de aplicação tem uma análise que precisa ser feita pelo investidor. Toda vez que busca produto mais sofisticado e de maior risco para ter mais retorno, o investidor precisa de mais informações.

Já sobre as LCI e LCA, o problema é o menor interesse dos bancos em captar para empresas, o que reduz os juros oferecidos nesses papéis.

Certificado de Recebível também é Isento

Outra opção de papéis isentos são os Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e os do Agronegócio (CRA). Os CRI estão em baixa pela fraqueza do mercado imobiliário, que não cria contratos de empréstimos suficientes para servirem de garantia para novas emissões, como nas LCI.

Mas os CRAs estão crescendo, com muitas empresas de primeira linha, mesmo de outros setores, captando recursos para compras do agronegócio, como supermercados ou empresas de alimentos. Esses investimentos não contam com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), como as LCI e LCA. Os Cras são emitidos por empresas, garantidos por recebíveis, ou seja, vendas a serem pagas.

A qualidade desses recebíveis é a única garantia que essa dívida vai ser paga para o investidor receber. É preciso ver a qualidade do emissor, qual a nota de crédito (rating) do papel nas agências de crédito.

Dólar seria uma boa?

Especular com a moeda não vale a pena e exige conhecimento. Se tem algum compromisso em dólar ou euro, é melhor comprar. No entanto, a especulação é para quem é especialista, como gestores de fundos. Mas moeda estrangeira pode ser uma reserva de valor interessante, desde que não seja a maior parte da carteira.

Compra de Imóveis

O pior já parece ter passado, mas ainda há muitas salas e apartamentos vagos.  Ha quem, queira investir em imóveis para alugar o momento está ruim, para quem precisa alugar a situação está favorável. Os imóveis certamente voltarão a ser um bom investimento. No entanto, este processo será lento como a recuperação da economia.

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